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स्पन्दरिकSpandakarika
Por VasuguptaAforismos sobre a vibraçãoTradução ao português: Edson Moreira
Legenda para os sutra - SKSessão ISutra1-25
स्वरुपस्पन्द SvarupaspandaA Realidade VibranteSessão I
SKSIS1 Ofereço minhas oferendas ao senhor Śiva fonte da gloriosa manifestação da roda das energias (svātantrya e ānānda) a ele que abrindo e fechando os olhos faz aparecer e desaparecer o universo.SKSIS2 A aquele no qual repousa toda a criação; a aquele do qual emerge; a aquele que não tem obstáculos em nenhuma parte posto que em razão de sua própria natureza nada pode ocultá-lo.SKSIS3 A pesar de que esta spanda (vibração) se estende pelos estados de vigília, sonhos e outros, (sono profundo, dhyāna – recolhimento, samādhi - absorção etc...), que não são em realidade distintos dele; não deserta nunca de sua própria natureza de sujeito que percebe.SKSIS4 É evidente que as formas de consciência (pensamentos viciados) mantêm sua tumultuosa existência em outro lugar; aí onde se prepara à trama que religa os estados de felicidade e outros.SKIS5 Aí onde não há nem dor nem prazer, nem coisa perceptível, nem sujeito, nem objeto empírico individual, mas, tampouco vazio e inconsciência, aí reside aquele que existe no sentido supremo (transcendente Viśvottīrna).SKIS6-7 A realidade a partir da qual sucede a manifestação, manutenção e reabsorção do conjunto dos órgãos associados à roda das energias conjunto que, inconsciente, se comporta como se fosse consciente por si mesmo uma realidade tal deve de ser investigada com interesse e respeito, essa realidade cuja autonomia é inata e universalmente estendida.SKSIS8 Desde logo não é pelo estímulo da agulha de seu próprio desejo pelo qual o homem atua; é unicamente graças ao contato com a potência do ser que o homem se identifica com ele.SKSIS9 Quando se apazigua a agitação daquele que, rendido impotente pelas impurezas que lhe são próprias, aspira a completar seu destino, então o estado supremo se revela.SKSIS10 Se lhe revela em efeito a natureza própria congênita caracterizada pela onisciência e a onipotência; por ela, ele conhece e faz tudo o que deseja.SKSIS11 Pode haver algum lugar para o miserável fluxo (samsāra) naquele que permanece como paralisado de medo quando contempla sua própria natureza de sustentador ativo?SKSIS12-13 O estado do não ser não pode ser objeto de experiência, mas nesse estado não há tampouco insensibilidade dado que nos referimos posteriormente a ele com a certeza de “ isso tem existido”. É por isso que este estado, conhecido como fictício, é sempre comparável ao estado de sono profundo. Mas não é igual para a realidade (spanda) que não pode ser ela um objeto de recordação.SKSIS14 Por meio das expressões: “agente” e “ação”, se designam aqui dois estados deste spanda. A ação é perecível porem o agente é eterno.SKSIS15 Unicamente o esforço que se dirige até o ato a realizar é aqui anulado. Sendo este esforço anulado, o não-desperto se imagina que ele também há sido anulado.SKSIS16 Enquanto a modalidade interiorizada, sede das qualidades de onisciências etc. Ela não pode nunca ser anulada sob o pretexto que não há percepção para “o outro”.SKSIS17 Ele perfeitamente desperto tem a percepção impedida desta vibrante realidade, sempre, nos três estados, enquanto que o que não está, só tem essa percepção ao começo e ao final desses estados.SKSIS18 O onipresente, indissoluvelmente unido a sua suprema energia, resplandece nos estados sob os aspectos de conhecimento e de objeto conhecido. Na outra parte ele é a consciência mesma.SKSIS19 As emanações da vibração particular (tattva da individualidade) que recobrem sua essência graças à (vibração genérica) que elas tomam como suporte, nunca conseguem apartar do caminho aquele que tem o conhecimento.SKSIS20 Porem esta vibração particular, sempre aplicada em dissimular seu próprio nascimento, precipitam aqueles cuja inteligência está meio desperta, ao espantoso torvelinho da transmigração ao qual é tão difícil escapar.SKSIS21 Em conseqüência, aquele que permanece sempre apaixonado em discernir a “realidade vibrante” acede sem demora a natureza inata, inclusive encontrando-se em estado de vigília.SKSIS22 No ápice da fúria, ou extasiado de alegria, ou assustado e não sabendo o que fazer, ou também quando está correndo até perder o fôlego para salvar sua vida, nessas circunstâncias um yogi alcança o lugar em que o spanda está estabelecido. SKSIS23 Havendo firmemente tomado como apoio esta spanda, um se estabelece aí, resolvido a fazer necessariamente tudo o que este estado determine.SKSIS24 Tomando aí descanso, o alento inspirado e o alento expirado havendo deixado o lugar do ovo de Brahmam se dissolve no canal central segundo um caminho ascendente.SKSIS25 Então ao chegar a esse grande espaço (éter) no qual o conhecido (soma) e o conhecimento (surya) se dissolvem o yogi com a alma confusa cai numa espécie de sono profundo, enquanto que ele desperto não tem mais nenhum véu.
सहजविद्योदयस्पन्द Sahajavidyodayaspanda Visão da ciência natural Sessão II
SKSIIS1 Quando se tem apropriado desta potência, os mantra-s, previstos pela pujança do onisciente, cumprem suas funções (quintessência – emissão, manutenção, reabsorção, ocultação e revelação) como o fazem os órgãos sensoriais dos seres dotados de corpo.SKSIIS2 E aí mesmo, imaculados, claros, os mantra-s se submergem, unidos ao pensamento do adorar. Os mantra são da mesma natureza que Śiva.SKSIIS3-4 O sujeito conhecedor é idêntico a tudo já que ele é a fonte de todas as coisas não há, portanto enquanto a palavra, sentido ou pensamento nenhum estado que não seja Śiva; é o sujeito quem atua, e é ele, o único que sempre e em todo lugar se mantêm com o aspecto daquele em que atua.SKSIIS5 Igualmente, aquele que tem este conhecimento (que tudo é Śiva) e que, constantemente vigilante, ardente e unido a ele, percebe o universo inteiro como um jogo, é liberado vivente, não há dúvida nisso.SKSIIS6 Da mesma maneira é a aparição daquele que é contemplado no coração daquele que contempla; para o devoto (sādhaka) com desejo ardente, a unidade real é identificação com o que é contemplado.SKSIIS7 Da mesma maneira é a aquisição da Ambrósia e de igual modo é a obtenção do si mesmo supremo, e ainda é assim a iniciação ao samādhi que confere a real natureza de Śiva.
विभुतिस्पन्द VibhutispandaA Realidade Vibrante no esplendor de sua manifestaçãoTal é o conteúdo deste movimento Sessão III
SKIIIS1-2 Da mesma maneira que durante o estado de vigília, Śiva ardentemente chamado, outorga a satisfação dos desejos fazendo surgir o sol e a lua; da mesma maneira, durante o sonho, manifestando-se na unidade, o senhor revela sem dúvida alguma, todavia mais claramente, as coisas as quais aspira aquele em que nunca cessa a atitude, amor, confiança, reverência, vontade, e sentimento de intimidade.SKIIIS3 Se não, a livre emanação, segundo sua natureza, continuará pelos dois estados (de vigília e de sonho) atuando e desenvolvendo-se perpetuamente tanto no yogi como no homem ordinário. SKIIIS4-5 Em verdade, da mesma maneira que um objeto que não é percebido nitidamente a pesar da intenção que o pensamento lhe presta, se torna cada vez mais diferenciado e nítido quando se o examina com esforço exercido pela própria potência; da mesma maneira, desde o ponto de vista do supremo, qualquer que sejam as formas, o lugar ou o estado, o objeto se apresenta sem demora ao yogi que o olha submergido na potencia do spanda.SKSIIIS6 Desde o momento em que um se apodera desta, um cumpre suas tarefas ordinárias inclusive estando esgotado. Ainda que um se veja afetado pele sêxtuplo fluxo do devenir (fome, sede, pena, confusão, velhice, e morte) esta fome é apaziguada.SKSIIIS7 Se, no corpo que toma como apoio esta vibrante realidade, aparecem a onisciência e outros poderes, assim mesmo, tomando como suporte seu próprio si mesmo, essa onisciência se estenderá por tudo.SKSIIIS8 O desanimo, esse ladrão que se estende pelo corpo; sua propagação é devida a ignorância. Se esta ignorância fica eliminada sob o efeito do despertar, como subsistirá então este desanimo, quando a causa já não está?SKSIIIS9 Naquele que está cedido a um só pensamento, quando surge outro temos aqui o que deve ser reconhecido como despertar… porem que um o comprove por si mesmo. SKSIIIS10 Daí procede imediatamente, a luz, o som, a forma e o gosto sobrenatural, causador de agitação e inquietação na pessoa que está ligada ao corpo.SKSIIIS11 Aquele que permanece imóvel, enchendo-se todo de consciência, como no momento em que se tem o desejo de ver, então… porém para que dizer-lo antes, um já o comprovará por si mesmo.SKSIIIS12 Que o indivíduo se mantenha sempre bem desperto percebendo o ambiente sensorial com a ajuda do conhecimento; que o indivíduo situe toda coisa em um só lugar, e já nada mais lhe atormentará.SKSIIIS13 A pesar de sua verdadeira natureza, sua gloria tem sido arrebatada por sua atividade limitada, e ele mesmo tem sido reduzido ao estado de objeto com o qual atuam o conjunto das energias surgidas do conjunto de sons a ele se chama um escravo.SKSIIIS14 A invasão das reações (impressões relativas ao mundo, aos conhecimentos, aos conceitos ou as recordações), supõe para ele, a perda do sabor da suprema Ambrósia; em conseqüência, fica reduzido ao estado de dependência; esta invasão tem como ambiente os elementos sutis.SKSIIIS15 E para ele estas energias estão sempre trabalhando em ocultar sua essência; as reações não surgiriam se elas não estivessem intimamente ligadas as palavras.SKSIIIS16 Esta energia de Śiva, que tem a atividade como forma, engendra a escravidão quando reside em um ser escravo, porem, reconhecida como a via que dá acesso ao ser, é ela quem confere a perfeição libertadora.SKSIIIS17-18 Impedido pelo óctuplo obstáculo (puryastaka) surgida dos elementos sutil e dotado de pensamento, de agente de individualidade, e de inteligência discriminadora, o ser dependente está submetido a experiências devidas a reações que procedem dessa barreira. Em conseqüência ele transmigra. Examinemos permanentemente então a maneira capaz de eliminar essa passagem de existência em existência.SKSIIIS19 Porem quando ele se enraíza em um só lugar (o spanda), então controlando a aparição e dissolução deste corpo sutil, ele acede ao estado de sujeito que experimenta e chega a ser o soberano das rodas (das energias).
Comentários finais Rendo homenagem a esta maravilhosa palavra do mestre cheia de sentido extraordinário, barca que faz atravessar o insondável oceano da dúvida.Ainda que muito difícil de conseguir, se si obtém, este tesouro do conhecimento é sempre benéfico para aqueles, como vasugupta, o enraízam na profundidade de seu coração. A pesar de que o sentido deste spanda algo tenha sido iluminado pela claridade lunar destes comentários (se refere aos comentários de Utpalācārya não incluídas neste presente documento); as almas embotadas submergidas em profundas trevas da confusão não compreendem seu significado; com o fim de que o sentido sutil se aclare espontaneamente, é com a ajuda da pradīpikā que eu, utpala, cheio de ardor, incitado pelo gozoso surgir da vibrante realidade e como subjugado por ela, me tenho posto mãos a obra. Que não se atribua a esta realização nenhuma presunção de minha parte.Enquanto não se encontram explicado as diversas relações, significados, empregos, intenções, objetos (relativos ao texto…) os leitores não fazem honra aos tratados e não lhes consagram todos os esforços. É por isso que o spandasastra declara: “a vibrante realidade deve ser investigada com zelo e respeito”.Sem o conhecimento dos tratados, nem se quer podemos distinguir aquilo que temos que aceitar daquilo que temos que rechaçar; o que dizer então da realidade?O strota āgamarahsya declara com razão: “o (deus), o conjunto dos tratados eis tu, evidentemente, e é teu próprio espírito”(mati). Graças à palavra e depois de haver penetrado nela, os homens que não são dignos recebem a iniciação.Como se disse na pañcarātraśruti: «como se sobe ao alto de uma torre com a ajuda de uma escada, ou como se atravessa um rio com a ajuda de uma barca, assim, se deve compreender que o bem aventurado é em verdade o inspirador dos tratados, e é alcançado com a ajuda destes tratados mesmos».Final
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