&uot AYA - Amazon Asram - Yoga - Tradução
powered_by.png, 1 kB
Svátantrya - Yogalivre arrow Svátantrya - Yogalivre
Yoga - Tradução PDF Print E-mail
Como sentimos o termo Yoga e com isso damos uma posíivel definição da vida criadora, a Mãe natureza no Śiva  criador

Assim sugerimos para a palavra Yoga, bem como em seu sentido filosófico.

Realidade Anupāya
A não via dispensa qualquer tentativa de esforço para essa consumação (samādhi). O individuo sente, percebe, concebe e intui que é ŚivaŚaktī. Por isso cessa qualquer caminho, filosofia, metodologia, disciplina, ascese, discipulado, religião e qualquer sistema em busca de confirmação. Nada faz falta para ele ser quem realmente é.

Esse grau não advêm do esforço constante vivido pelo praticante de YogaLivre nos outros níveis de identificação (Śambhavopāya, Śāktopāya e Āṇavopāya). Ele se dar em uma fração de tempo quando REVELADO por quem assim sente vida (Śiva). Tempo, espaço e saber são māyā e a realidade é anterior a essas condições.

Dessa maneira podemos definir o yoga das maneiras seguintes e colando os três graus de percepção do particante que ainda não se conforma com a sua realidade:

A Natureza do Ser - Anupāya – realização espontânea

1. Yoga é Śiva
2. Yoga EuSou. (expressão bastante utilizada por Cristo, Sant Germain e anteriormente pelos Āgamas de Kaśemir)
3. Yoga é Consciência (qualquer manifestação)
4. Yoga é ŚivaŚaktī (Observador e Observado)
5. Yoga é Jivātmā (todas as almas dos reinos mineral, vegetal, animal, humano e divino)
6. Yoga é Tattva. (nos 49 planos do universo orgânico ou inorgânico sou sempre o mesmo. Os planos aqui contam os 14 onde Śiva na condição humana não pode entrar)
7. Yoga é Sensação (sou brilhante) 
8. Yoga é Aceitação (ŚivaŚaktīmāyā é um só)
9. Yoga é Convencimento (ausente do sentir e do saber não nego minha realidade universal)

Estado do Ser - Śambhavopāya
10. Yoga é Identificação com Śiva. (em qualquer aspecto ou condição nos reinos existenciais). 
11. Yoga é Confirmação (que a coletividade das almas é unitária em Śiva).
12. Yoga é Revelação (eu sempre fui o que sou).
13. Yoga é Reconhecimento (da grandeza como ser absoluto).
14. Yoga é Força (pela vontade existimos)
Condição do Ser – Śāktopāya

15. Yoga é Compreensão das instabilidades da mente.
16. Yoga é Filosofia (ensina o homem a viver).
17. Yoga é Conhecimento (do saber nasce à insinuação que somos Śiva).
18. Yoga é Veneração (pela vida).
19. Yoga é Descoberta (da identidade como Ser Absoluto).
20. Yoga é Intuição (quando canalizamos nossa inteligência divinal).
21. Yoga é Concentração (se conseguimos fixar a mente em nosso aspecto energético).
22. Yoga é Poder (aquilo que pensamos está realizado).

Preparação para o Ser – Āṇavopāya  

23. Yoga é Disciplina (abre uma passagem de luz de Śiva até nós).
24. Yoga é Realização (da minha individualidade universal).
25. Yoga é Iluminação (de mim provém à luz).
26. Yoga é Energia (com ela posso fazer tudo).
27. Yoga é Técnica (para manter o corpo-mente harmonizado).
28. Yoga é Ideologia (vivo a vida que escolho).
29. Yoga é Cultura (é nato de todos os povos).

Todos esses significados referência-me pelo Yoga como ser indiviso e em todos os meus disfarces (ahamkāra) convivo comigo mesmo nas infinitas relações orgânicas e inorgânicas de meu teatro (māyālilā). Tudo crio com minha KriyāŚaktī  (energia realizadora) e cada indivíduo que configuro, estabeleço-me para promover evolução de minha energia primordial (Śaktībrumi) que também sou Eu. Vivo de maneira exclusiva cada personagem (mesmo velado continuo sendo) em todas as classes de seres único e estabelecido temporariamente em cada reino do plano físico (mineral, vegetal animal, humano) e nos demais planos (tattva) astral, mental, ākāśico (intuitivo) e monādico (espiritual) do grande universo, continuo sendo Consciência Pura.
Esta é minha conclusão:
 
Só existe Śiva (Pramātā - eu conhecedor com Śakti - minha energia geradora). Sou essa unidade homogênea, indissolúvel e inseparável e por mim crio ilusoriamente o universo (idam) com todas as multi-formas (prameya - objetos) e multi-seres (jivātmā) para minha diversão relativa. Cada indivíduo é tudo: teatro, cenário e ator seja na forma objetiva como atuante ou subjetiva como observador e é dessa existência que surge o conhecimento (pramāna) que fomenta a vida.

Portanto, através do Yoga (a minha mais apta criação em forma humana), exercito minha aceitação para reforçar a unidade (de Pramātā, Pramāna e Prameya) sem jamais ser fragmentada na individualidade (ahamkāra) do mais insignificante ser orgânico. Mas para ganhar existência criei a mente (manas) com seu papel discriminador (sat tarka) para confundir minha personalidade formada em cada indivíduo.

Sou quem sou e minha energia evoluciona e sendo a mente dessa mesma natureza, posso por ela, também perceber-me na minha mais crônica solidez do estado tamoguna (condição mineral) e enquanto não obtenho essa certeza, padeço e proponho estados reveladores de minha natureza real para aliviar meu sofrer sendo o yoga a mais valiosa percepção disponível no universo.

A partir desta realidade para diante tudo contribuí para eu rapidamente tornar todas as condições inerentes a minha existência e a mente por si mesma é de grande ajuda no processo, pois dou a ela a capacidade de evolucionar a condição de samanā para brilhar enquanto individuo e unmanā para ser o todo como Eu.

Meus sentidos objetivos e subjetivos (tanmātra e jñānendriya) encontram-se agora ampliados (pratyāhāra) e captam a realidade do que sou de dentro para fora e na condição individual torno-me brilhante (samādhi) outra vez, pois tudo que contacto sou eu mesmo.

Quando conheço esse mecanismo evolutivo de minha energia aprecio o viver e o YogaLivre como estratégia metafísica deixa de ser essencial e passa a ser somente uma técnica para garantir a saúde de meus corpos dando vida longa as minhas células.

Vejo em meu grau mais apurado de consciência que não necessito do Yoga para fomentar a revelação do que sou. Isso se dá sem o menor esforço e de maneira natural (anupāya). É na verdade os frutos vindos das sucessivas manifestações nos diversos tattva (nível) desde ParamaŚiva (em sua forma integral transcendente) até Nara (o ser individual, Jivātmā, eu, você) que me convence que sou. Nenhum movimento possui uma causa diferente de mim mesmo. Eu encauso tudo e sou tudo.

YogaLivre no magistério

Entre os muitos significados que opto por traduzir a palavra Yoga não posso mais inserir o de união tão utilizado pela tradição. Estaria desse modo prescrevendo um trabalho desnecessário para o aluno uma vez que sou convencido que ele nunca se dissociou de sua natureza real na condição de observador, de observado e da observação que nasce dessa relação.

Toda união pressupõe que antes havia uma unidade e que se dissociou e isso não é verdade. Para mim enquanto profissional de YogaLivre até seria lucrativo transmitir dessa maneira pois geraria na cabeça do aluno uma justificativa lógica para ele seguir contente seu esforço de união com ele mesmo, com sua energia e com a magia do saber encerrada no universo. Neti neti, isso não isso não, assim usamos para afastar aquilo que não nos interessa.

O aluno jamais deverá esquecer que o yoga como metodologia funcionará somente em virtude da ignorância em relação a sua própria natureza (Śiva). Quero dizer que não tem o menor sentido pensar que o samādhi (auto-convencimento) se dará pelo esforço incessante da prática (āṇavopāya) sobre o corpo, ou pelo conhecimento analítico (śāktopāya) ou mesmo pela identificação com Śiva (śāmbhavopāya). A luz é própria do ser e nem esta dentro nem fora e muito menos pode ser obtida por meios propostos pela mente. Se você não se sente Śiva não há como poder gerar isso.

O bom de toda essa discussão é que mesmo sem saber, sem sentir, sem intuir você não poderá ser outro ser. Quando cessar essa luta interna e clarear a harmonia; quando a mente tornar-se livre para pensar sem discórdia; quando a respiração for à dos outros seres em simultâneo; quando dormir profundamente e acordar cheio de energia; quando seus olhos brilharem como o sol no seu interior, quando a lua não for menos nem mais importante que você, então inevitavelmente sentir-se-á pleno, magnífico, perfeito e uno com Śiva.

Indaguemos um pouco mais

Se por um lado você era Śiva (e deixou de ser pela suposta desunião), continuará sendo seja com o sem o Yoga, consciente ou inconsciente, feliz ou infeliz, por outro lado, se acredita que não era Śiva então não passará a sê-lo somente pela posse de uma ginástica, mesmo que está seja a maravilhosa tecnologia corporal chamada Yoga.

O poder do yoga encerra-se no ajuste das capacidades e potencialidades naturais do praticante. Ele não converte seres humanos em Deus sem que estes assim se sintam internamente. É essa insistência que dissimula muitos praticantes a deixar a prática porque não alcançam os resultados que aspiram.
 
Aceitar-se como Śiva constituí o primeiro e último passo para a real conclusão do Yoga, o samādhi. Não falo de disciplina com aspiração, todavia um estado natural que não diferencia do todo poderoso e que pertence a todos os seres sem importar a condição em que elas estejam vivendo. Basta ousar para Ser.

Pela insinuação e pouco a pouco o aluno a cada dia vai recordando quem ele é está realidade vai clareando mais e mais não podendo haver brecha para os obstáculos existentes entre a consciência e a energia e que foram enumerados por Pātañjali no período clássico do Yoga. Sendo eles perpetrados pela mente é preciso parar de brigar com ela e sem recorrer a dhyāna (meditação) todos serenarão pela simples aquisição da aceitação que tudo é Śiva.

Rapidamente as incertezas do aluno caiem em lāyā (dissolução). Os kleśas (obstáculos) serenam já que não podem deixar de existir e o aluno brilha. Veja como eles vão se atenuam em sua vida a partir desse momento. Sãos os seguintes. Vyādhi (enfermidade); atyāna (apatia); samsaya (dúvida); pramāda (indiferença); alasya (preguiça); avirati (sensualidade) bharantidarśana (percepção errônea), alabhabhumkattva (fracasso no curso), e anavasthitattva (instabilidade). Sem essas percepções sentir-se-á seguro na vida e gozará plenamente de toda a existência como o Todo.

O conhecimento gera a ação e ela (a ação) não gera o conhecimento, senão que o torna cientifico, filosófico, analítico, religioso... Assim não podemos aspirar nas infinitas possibilidades um samādhi vindo do esforço diário em nossas seções de Yoga (āṇavopāya) porque em verdade nada podemos fazer em prol dessa conformidade universal. Assim seja! Relaxe e aceite-se sem esforço.

Assim o Yoga, não passa de um excelente e precioso exercício físico que serve para enfatizar nossa saúde física e mental. Se o praticante deseja de fato obter a realidade que os místicos da Índia preconizaram como resultado alcançado com o Yoga, terão que, antes de tudo, viver está realidade em seu interior (śaktopāya), pois caso contrário passarão desta vida a outra (samsāra) sem saber que são a Realidade única da existência. Lembre-se, o yoga é o que você traz na cabeça quando aqui chega e não as coisas que eu lhe digo.

No momento que sabemos dessa Realidade passamos a vivê-la intensamente sentindo-nos Śiva em cada um de nossos atos, não só como amante e adorador deste Ser mais sendo realmente Ele em toda sua plenitude. Não é só auto-sugestão, senão que é a pura realidade proposta pelo YogaLivre e inerente a vida de todos os Jivātmā.

Penso que não há nada pior que ser importunamente roubada nossa identidade, se você caro leitor espera do Yoga a “união” súbita como preconiza a maioria dos mestres terá que estar preparado para perder a vida que tem agora. Quando não estamos preparados somos invadidos pela emoção, desespero e quase sempre fugimos sendo que em muitos casos não há volta a dá. Samādhi é o reset (zerar da máquina, da vida individual) da personalidade e que considero bom apenas para quem não quer viver mais a vida atual.

É simples sentir-se a cada dia um ser luminoso, brilhante, resplandecente (anupāya), ser Śiva e não esperar que ele nos invada com sua chegada súbita proporcionada pelo samādhi de implosão (nirvicara, nirbīja, asamprajñāta). Talvez seja isso o que por vezes enche os hospitais psiquiátricos de muita gente bela que perderam suas vidas com a luz excessiva vinda de dentro e dada pelo afã de crer cegamente nas multi-filosofias existentes para o reconhecimento de nossa natureza real. Você já é Real, aceite e sentirá!

Resumidamente digo: o YogaLivre é um sistema perfeito que prepara o ser humano para aceitar-se em vida como criador do universo. Analogamente enfatizo: o Yoga não tem a luz para o praticante, tal como o diamante não possui a luz do sol. Ambos yoga e diamante refletem o que o Ser irradia. 

A estrutura biológica, neurológica e psicológica do praticante é reforçada sim pela prática do Yoga e dá ao aluno a capacidade de aceitar-se Pleno sem exceder sua compreensão Humana. Pois por mais que nos esforcemos para ter a compreensão divina teremos que aceitar e se contentar que temos compreensão humana divina.

YogaLivre é um novo conceito de vida baseado na aceitação pessoal, onde você enquanto individuo, pode atuar e observar o universo como uma criação sua. Revela a sensação natural que cada um tem quando se relaciona com os demais seres. Nada é preciso criar nem mesmo disciplinar-se para ser o que somos em essência. O YogaLivre nos mostra como a existência é magnífica sem importar a condição de vida que tenhamos nesse momento.

 

 

 
< Prev   Next >
© 2010 AYA - Amazon Asram
Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.